segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Resenha de livro - Guerra Civil (Stuart Moore)

Autor: Stuart Moore
Ano de publicação: 2014
Editora: Novo Século


Sinopse oficial


“Homem de Ferro e Capitão América: dois membros essenciais para os vingadores, a maior equipe de super-heróis do mundo do mundo. Quando uma trágica batalha deixa um buraco na cidade de Stamford, matando centenas de pessoas, o governo americano exige que todos os super-heróis revelem sua identidade e registrem seus poderes. Para Tony Stark – o Homem de Ferro – é um passo lamentável, porém necessário, o que o leva a apoiar a lei. Para o Capitão América é uma intolerável agressão à liberdade cívica.”

Guerra Civil é uma saga da Marvel Comics publicada originalmente em quadrinhos nos anos de 2006 e 2007. Alcançou grande popularidade entre os fãs de HQs, mas foi em 2016 com a adaptação cinematográfica que a história ficou conhecida do grande público.
Nesta versão literária, a história foi adaptada por Stuart Moore, um premiado editor de livros e quadrinhos e também escritor. A história gira em torno dos integrantes dos Vingadores, em especial Capitão América e Homem de Ferro, e como suas lutas com vilões cada vez mais poderosos impactam a vida da população. As discussões sobre os impactos positivos e negativos da ação de super-humanos são discutidas a nível mundial, mas um evento trágico faz com as autoridades de diversos países tomem medidas para frear e supervisionar a ação dos heróis. Nesse contexto, é criada e aprovada a “Lei de registro de super-humanos”, que obriga que os heróis revelem suas identidades, registrem seus poderes e passem por um processo de treinamento oferecido pelo governo, entidade esta que supervisionaria as atividades desses super-heróis.
Apesar de Tony Stark, um dos vingadores mais influentes, apoiar a lei e vê-la como um mal necessário, nem todos os heróis veem com bons olhos essa nova forma de trabalhar. É o caso do Capitão América, que enxerga a lei como uma ação meramente proibitiva, que fere os seus direitos básicos como cidadão, além de restringir a liberdade para fazer o que julga primordial, que é ajudar e proteger as pessoas. Assim, ele monta a sua própria equipe de super-heróis que passa a agir fora da lei, o que resulta em uma divisão entre os super-heróis.
O primeiro ponto a ressaltar é que este é um romance adaptado dos quadrinhos de Mark Millar e Steve McNiven, e não é baseado no filme de 2016 (até porque foi escrito dois anos antes do lançamento do filme). Isso quer dizer que a história contada é bem diferente da que a maioria das pessoas conhece dos filmes, no que diz respeito aos personagens presentes e a própria motivação para a criação da Lei de registro de super-humanos. E esse é um ponto que gostei bastante, pois como não sou leitora de HQs, o desenrolar da trama foi novidade para mim, foi uma nova forma de conhecer a história vista apenas no filme.
O livro conta com muitos personagens, o que poderia ocasionar uma superficialidade na narrativa e na construção destes, mas não é isso que é observado. O autor consegue aprofundar de forma convincente os personagens principais, nos mostrando seus ideais e convicções, suas dúvidas em relação à lei e de qual lado ficar, e suas preocupações sobre quais serão os impactos dessa guerra entre super-heróis. Para mim, o personagem melhor representado é Peter Parker, o Homem-Aranha. Como leitora, conseguir sentir as suas dúvidas e inseguranças e, assim como ele, não conseguia decidir qual lado era o correto.
A história é narrada em terceira pessoas, mas a maioria dos capítulos é focado em um personagem específico: Tony Stark, Steve Rogers, Peter Parker e Sue Storm. Isso nos aproxima destes heróis e no faz entender que abraçar um lado dessa guerra não é fácil como parece, pois há muito o que se perder.
Recomendo muito esse livro para quem é fã de super-heróis e quer se aprofundar mais esse universo. Não importa se você apenas assiste filmes e séries (como eu) ou é leitor de quadrinhos também, essa história é uma boa opção para os fãs desse gênero.

Minha nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

Obs.: Como falei no texto, não sou leitora de quadrinhos, portanto não posso fazer comparações com a história original publicada nas HQs. Mas se alguém leu os quadrinhos, compartilhe nos comentários a sua opinião.
     




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