quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Resenha livro Amada imortal - Cate Tiernan




Sinopse

“Primeiro livro da bem-sucedida trilogia. mistura fantasia sobre imortais a uma história moderna de uma jovem em busca de si mesma e de redenção. Questões de identidade e moralidade aparecem na trama protagonizada pela imortal Nastasya. Nascida em 1551, acostumada a beber e sair para baladas cada vez mais loucas, ela perdeu o rumo. Suas conexões com outros imortais, interessados apenas em suas habilidades mágicas, a fazem partir em busca de um propósito. E o encontra em uma espécie de clínica de reabilitação para os de sua espécie, onde conhece um pouco mais sobre o próprio passado e cria importantes laços para o futuro.”

No início hesitei em ler Amada imortal, pois em minhas leituras, não tive muito contato com romances sobrenaturais. Li apenas a saga Crepúsculo, gostei bastante, mas não prossegui lendo o gênero. Ao final da história me surpreendi bastante com o quanto gostei desse livro e fiquei triste quando terminei de lê-lo. Queria ler a continuação imediatamente rsrs.

Amada imortal conta a história de Nastasya, uma jovem que aparenta ter 18 anos de idade, mas que na verdade tem 449 anos. Ela é uma imortal, que já viveu muitas experiências ruins e traumáticas, já perdeu muitas pessoas importantes na vida, e por isso vive de forma desregrada e inconsequente, aparentemente não se preocupando com nada e nem com ninguém. Após um evento que abriu os seus olhos em relação à vida que vivia, ela decide se isolar em um local próprio para imortais, em busca de autoconhecimento e perdão.

Neste livro não há batalhas memoráveis, nem grandes demonstrações de poder, mas sim uma jornada de descoberta, onde a protagonista (e nós leitores) aos poucos vai conhecendo mais de sua história e seus poderes. A escrita é em 1ª pessoa, e eu senti que Nastasya fala diretamente com o leitor, compartilhando suas dúvidas, medos e arrependimentos, o que torna o seu drama mais real e palpável.

A protagonista é uma jovem forte, independente, com um humor ácido e sarcástico, o que proporciona diversos momentos engraçados ao longo do livro. E sim, tem um romance, tipo gato e rato, mas que não toma a história para si vai se desenvolvendo aos poucos.

Para quem gosta de romances sobrenaturais e quer um livro que não siga a fórmula já conhecida, ou quem ainda não se aventurou nesse gênero, essa é com certeza uma ótima opção.

Resenha livro Boneco de neve (Jo Nesbo)




Autor: Jo Nesbo  Ano: 2013  Páginas: 420

Sinopse:

“No dia da primeira neve do ano, na fria cidade de Oslo, o inspetor Harry Hole se depara com um psicopata cruel, que cria suas próprias regras; O terror se espalha pela cidade, pois um boneco de neve no jardim pode ser um aviso de que haverá uma próxima vítima. No caso mais desafiador da sua carreira, Hole se envolve em uma trama complexa e mortal, com final surpreendente.”
Boneco de neve é um suspense magistral, escrito pelo escritor norueguês Jo Nesbo, que relata a ação de um serial killer que tem como marca registrada a presença de um boneco de neve na cena do crime de seus assassinatos. O protagonista desta história é Harry Hole, inspetor da divisão de homicídios da polícia de Oslo, Noruega, um homem introspectivo, com dificuldade em se relacionar com as pessoas, mas profundamente profissional e comprometido com seu trabalho. Neste thriller encontramos a receita ideal para um bom suspense: bons personagens, um ambiente sombrio, mortes macabras, reviravoltas incríveis e um final arrebatador.
O livro é narrado em 3ª pessoa, possui uma escrita fluida e direta, não se arrastando em fatos e descrições exageradas. Algo que me agradou muito foram as cenas de suspense, muito bem escritas, com mortes bastante macabras e aterrorizantes. Ao ler essas cenas conseguimos sentir a angústia e o medo dos personagens, a meu ver sensações essenciais em uma boa história de suspense.
Por vezes, o autor narra eventos e situações que ocorreram em um período passado, mas isso não faz com que o leitor se perca na trama, porque em cada capitulo em flashback é devidamente informado o ano em que se passa a história. Outro ponto que exige uma atenção especial do leitor é que os nomes dos personagens são noruegueses, o que me causou certa estranheza no início da leitura. Como os nomes são diferentes do que estou habituada, demorei muito tempo para associar o nome ao personagem. Mas tudo bem né, não posso exigir que um escritor norueguês, escrevendo um livro que se passa na Noruega, construa personagens com nomes em inglês rsrs.
Resumindo, eu amei o livro e recomendo muito para quem gosta de um bom suspense. bjs 😘


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Resenha de livro - Guerra Civil (Stuart Moore)

Autor: Stuart Moore
Ano de publicação: 2014
Editora: Novo Século


Sinopse oficial


“Homem de Ferro e Capitão América: dois membros essenciais para os vingadores, a maior equipe de super-heróis do mundo do mundo. Quando uma trágica batalha deixa um buraco na cidade de Stamford, matando centenas de pessoas, o governo americano exige que todos os super-heróis revelem sua identidade e registrem seus poderes. Para Tony Stark – o Homem de Ferro – é um passo lamentável, porém necessário, o que o leva a apoiar a lei. Para o Capitão América é uma intolerável agressão à liberdade cívica.”

Guerra Civil é uma saga da Marvel Comics publicada originalmente em quadrinhos nos anos de 2006 e 2007. Alcançou grande popularidade entre os fãs de HQs, mas foi em 2016 com a adaptação cinematográfica que a história ficou conhecida do grande público.
Nesta versão literária, a história foi adaptada por Stuart Moore, um premiado editor de livros e quadrinhos e também escritor. A história gira em torno dos integrantes dos Vingadores, em especial Capitão América e Homem de Ferro, e como suas lutas com vilões cada vez mais poderosos impactam a vida da população. As discussões sobre os impactos positivos e negativos da ação de super-humanos são discutidas a nível mundial, mas um evento trágico faz com as autoridades de diversos países tomem medidas para frear e supervisionar a ação dos heróis. Nesse contexto, é criada e aprovada a “Lei de registro de super-humanos”, que obriga que os heróis revelem suas identidades, registrem seus poderes e passem por um processo de treinamento oferecido pelo governo, entidade esta que supervisionaria as atividades desses super-heróis.
Apesar de Tony Stark, um dos vingadores mais influentes, apoiar a lei e vê-la como um mal necessário, nem todos os heróis veem com bons olhos essa nova forma de trabalhar. É o caso do Capitão América, que enxerga a lei como uma ação meramente proibitiva, que fere os seus direitos básicos como cidadão, além de restringir a liberdade para fazer o que julga primordial, que é ajudar e proteger as pessoas. Assim, ele monta a sua própria equipe de super-heróis que passa a agir fora da lei, o que resulta em uma divisão entre os super-heróis.
O primeiro ponto a ressaltar é que este é um romance adaptado dos quadrinhos de Mark Millar e Steve McNiven, e não é baseado no filme de 2016 (até porque foi escrito dois anos antes do lançamento do filme). Isso quer dizer que a história contada é bem diferente da que a maioria das pessoas conhece dos filmes, no que diz respeito aos personagens presentes e a própria motivação para a criação da Lei de registro de super-humanos. E esse é um ponto que gostei bastante, pois como não sou leitora de HQs, o desenrolar da trama foi novidade para mim, foi uma nova forma de conhecer a história vista apenas no filme.
O livro conta com muitos personagens, o que poderia ocasionar uma superficialidade na narrativa e na construção destes, mas não é isso que é observado. O autor consegue aprofundar de forma convincente os personagens principais, nos mostrando seus ideais e convicções, suas dúvidas em relação à lei e de qual lado ficar, e suas preocupações sobre quais serão os impactos dessa guerra entre super-heróis. Para mim, o personagem melhor representado é Peter Parker, o Homem-Aranha. Como leitora, conseguir sentir as suas dúvidas e inseguranças e, assim como ele, não conseguia decidir qual lado era o correto.
A história é narrada em terceira pessoas, mas a maioria dos capítulos é focado em um personagem específico: Tony Stark, Steve Rogers, Peter Parker e Sue Storm. Isso nos aproxima destes heróis e no faz entender que abraçar um lado dessa guerra não é fácil como parece, pois há muito o que se perder.
Recomendo muito esse livro para quem é fã de super-heróis e quer se aprofundar mais esse universo. Não importa se você apenas assiste filmes e séries (como eu) ou é leitor de quadrinhos também, essa história é uma boa opção para os fãs desse gênero.

Minha nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

Obs.: Como falei no texto, não sou leitora de quadrinhos, portanto não posso fazer comparações com a história original publicada nas HQs. Mas se alguém leu os quadrinhos, compartilhe nos comentários a sua opinião.
     




Primeira postagem! 🎈🎈🎈

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Sejam bem vindos ao blog Por amor aos livros. Neste espaço, quero compartilhar minhas experiências com leitura, resenhas e dicas de livros. Espero que vocês gostem.

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